A arte urbana integra os seus elementos em locais públicos muito movimentados, com o objetivo de causar um impacto nos espectadores e passar uma mensagem, mais ou menos crítica, da sociedade, convidando à reflexão em geral.
Inaugurado, na Alta de Lisboa em 2013 (1ª fase), o muro com mais de 1000m2 e pintado por um único artista, é o reflexo da importância da arte urbana que pode transformar uma cidade cinzenta e limitada aos prédios altos e ao alcatrão gasto, numa tela.
Inspirado, sobretudo, na Rotunda E na lenda dos Corvos, bem como no brasão de Lisboa pode ver-se inscrito, em letras que ocupam mais de 70m da sua extensão, a frase: “Mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa”.
Inserido, posteriormente, na LisbonWeek, que apresentou várias propostas e experiências com base no “Cada bairro, uma Cidade”, Rui Alexandre Ferreira, também conhecido por RAF, regressou à Rotunda dos Corvos em 2017 (2ª fase) para reinterpretar os seus corvos com um novo trabalho desenvolvido para o LisbonWeek – Patrocinador Alta de Lisboa – e acrescentar novos elementos gráficos à sua obra prima.
Em janeiro de 2019, iniciou-se uma nova fase, a 3ª, onde RAF, mais uma vez, pretende, não só aperfeiçoar detalhes, como dar vida a uma torre e a umas enormes asas de um corvo, abertas em voo livre.
Em conversa com o artista, RAF diz sentir-se feliz com o resultado do muro e de poder contribuir para uma tela urbana, onde, diariamente, as pessoas que ali habitam a podem olhar e admirar.
Com latas de tinta espalhadas pelo chão, roupa manchada de cores, um sorriso no rosto, há um gesto transversal a todos que se empenham na vida e luz deste muro: o braço que não pára de criar.
Dentro de pouco tempo, a obra estará terminada pelo seu criador e a Alta de Lisboa terá ainda mais cor.
Passem por cá e testemunhem a arte!